A importância da alimentação e exercícios físicos na vida dos animais

Se você acredita que só humanos é que precisam de uma boa alimentação e exercícios físicos, está totalmente enganado. Para uma vida saudável e duradoura, seus amigos de estimação também precisam destes mesmos cuidados, e de preferência, com a  sua ajuda.

Alimentação

De acordo com a doutora em Veterinária, Maria Célia Portela, é importante que o animal tenha uma alimentação rica em vitaminas, e com a menor quantidade de gordura e sal possível. “Uma boa ração, destinada à necessidade que o animal tem (idade, obesidade etc) é de fato sempre a melhor opção”, afirma. Alimentar bem seu amigo de estimação garante a ele pêlos brilhosos e macios, dentes bonitos, cocô firminho,  menos riscos de doenças graves e muito mais tempo de vida.

Uma dica importante é fazer uma boa avaliação da ração que vai oferecer para os seus bichinhos. Nem sempre a marca mais famosa ou a mais barata são a melhor opção. “Existem rações para cachorro que são feitas basicamente de farinha; claro que o cachorro fica saciado com esse tipo de refeição, mas ela não vai lhe acrescentar nenhum valor nutritivo e pode até fazer mal para sua saúde”, diz a doutora.

Outra dica importante da veterinária. “Se for oferecer ao seu bichinho comida de gente, que seja sempre bem frita ou cozida (no caso de carnes), e sem temperos fortes. A inclusão de legumes na comida caseira também é sempre uma boa pedida.”

Importante: chocolates, doces, produtos industrializados e bebidas como refrigerante, café ou cerveja não fazem bem à saúde do animal e podem ser um veneno para eles. Fique atento!

Exercícios físicos

Exercite-se com o seu amigo de estimação!


“Normalmente as pessoas acham que chegar em casa e andar 20 minutos com o cachorro na rua vai saciá-lo em sua vontade de correr, andar, brincar”. De acordo com a Dra. Célia, o mais recomendado para os animais de estimação é correr ou caminhar ao menos uma hora por dia, meia hora pela manhã e meia hora à tarde. “Isso faz parte da natureza do animal; ele foi feito para correr, brincar, se exercitar. Se o privarmos disso, estaremos prejudicando sua saúde”, diz.

Certa vez, ouvi uma entrevista com o Dr. Dráuzio Varela onde ele dizia que o corpo humano foi feito para o exercício físico; nossa estrutura foi desenhada para o movimento, e por isso, devemos sempre mantê-lo ativo. “Não é o exercício que faz bem para a saúde. É a falta dele que nos faz muito mal”, disse ele nessa entrevista. Se com a gente é assim, imagine com os animais?

Outro motivo que me leva a apoiar e incentivar a pratica de exercícios de cães e gatos  são os depoimentos dados pelo César Milan no livro  “O Encantador de Cães” (leia mais sobre suas dicas no post que escrevemos há alguns dias). O “psicólogo de cães” adquiriu o hábito diário de acordar cedo e praticar uma série de exercícios físicos junto com sua matilha. São corridas e brincadeiras que ele faz todos os dias em benefício dos cães e também de si próprio.

E animais de apartamento?

Simples brincadeiras dentro de casa já podem ajudar seu amigo a abandonar o sedentarismo.

Os gatos ou cães pequenos  que costumam ficar dentro dos apartamentos podem se exercitar brincando. “Seja com bolinhas de papel, brinquedinhos, corridinhas curtas, ou mesmo dificultando o acesso do animal à comida para que ele se exercite mais pra chegar até o pratinho; a atividade física deve ser incentivada para que não se crie animais obesos e com doenças graves”, lembra  Dra. Célia.

Pronto pra colocar a roupa de ginástica praticar exercícios com a bicharada?

Leishmaniose: vacine seu cãozinho

A revista Cães e Cia publicou em sua última edição (março), uma nota divulgando que em outubro de 2011, a vacina Leishmaniose – que protege cães contra a leishmaniose canina, foi aprovada na terceira fase do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em áreas com forte disseminação da doença, etapa final para obtenção de registro naquele ministério.

A vacina age no intestino do mosquito vetor impedindo que o parasito leishmania se reproduza e, com isso, evitando que a doença se propague.

Quando aplicar a vacina

A vacina só pode ser aplicada depois de o cão ter obtido sorologia não reagente para leishmaniose. A princípio, são aplicadas três doses de 20 e 20 dias, a partir dos 4 meses de idade. O reforço é anual.

Leishmaniose

A leishmaniose visceral é uma doença grave de curso lento, de difícil diagnóstico e de fácil transmissão, tanto para os cães quanto para os humanos. É causada pelo protozoário Leishmania, transmitido pela picada de flebótomos (insetos) infectados. O cão é considerado o principal reservatório da doença no meio urbano, mas não o único, já que animais silvestres e mesmo o homem podem atuar como reservatórios.

Os sintomas no cão são bastante variáveis, sendo comum o aparecimento de lesões de pele acompanhadas de descamações e, eventualmente, úlceras, perda de peso, lesões oculares, atrofia muscular e, em alguns caso, o crescimento exagerado das unhas. Em um estágio mais avançado, há o comprometimento do fígado, baço e rins, podendo levar o animal à morte. Devido à variedade e à falta de sintomas específicos, o médico veterinário é o único profissional habilitado a fazer um diagnóstico preciso da doença. É importante ressaltar que há um grande número de animais infectados que não apresentam sintomas clínicos (assintomáticos).

Proteja seu cãozinho!