Castração felina: antes, durante e depois

A castração pode ser aplicada tanto ao macho quanto à fêmea e consiste na retirada dos dois testículos ou do útero e dos dois ovários. Pode ser denominada também tecnicamente como orquiectomia (para machos), ovariossalpingohisterectomia (para fêmeas) ou simplesmente esterilização.
Quando e por quê fazer?
A castração é desejável quando não se tem o objetivo de procriação de seus gatos. Atualmente, é bastante complicado conseguir doar todos os filhotes de uma ninhada, principalmente em se falando de gatos, espécie que ainda sofre muitos preconceitos.
Além disso, quando a doação é feita para desconhecidos, não se sabe se a pessoa que adotou é paciente com relação às estripulias dos filhotes, às arranhaduras no sofá, aos miados relacionados ao cio, à demarcação de território dos machos. Enfim, não se sabe se o gatinho doado vai permanecer naquele lar para sempre, ou se vai ser desprezado, ou pior, jogado na rua. Pensando nesta última possibilidade, ele passará fome, frio, perigos, havendo também uma procriação desordenada, gerando mais gatinhos de rua, que passarão pelo mesmo sofrimento. Sendo assim, pense bem se você deseja ou não que seus gatos procriem.
1. Antes
Nunca tinha passado por essa experiência até ter que castrar a Cherrie. Recomendado pela Dra. Célia, completados seus 5 meses, decidi levá-la para esterilizar. Quem cria gatos em casa sabe como a castração pode acalmá-los e torná-los mais dóceis e amáveis, além de amenizar bastante o odor de sua urina. E o melhor: a cirurgia, rápida e eficiente, pode reduzir os riscos de doenças nos ovários, útero ou testículos (no caso dos machos).
Preparação: jejum de água e comida durante as 8 horas que antecedem o procedimento.
2. Durante
A duração da cirurgia foi de uma hora, mais ou menos. Anestesiada, a Cherrie, que ainda não havia entrado no cio, deu um certo trabalho para a veterinária já que seu útero, muito fino e pequeno ainda, estava bem escondidinho.
O curativo, feito para não permitir o acesso do felino aos pontos (sua língua áspera é capaz de desatar todos os nozinhos), consiste em uma cinta cirúrgica ou em gaze e esparadrapos. Há também quem prefira o tal colar em formato de abajur para que o bichano não alcance o corte. No meu caso, que tenho outra gata em casa (que também poderia ajudar a retirar os tais pontos), preferi o curativo firme com gaze.
Enfim, o procedimento foi realizado com sucesso. Depois de três horas do fim da operação – tempo necessário para que a anestesia passasse um pouco e a equipe veterinária lhe desse um pouco de glicose – fui buscá-la.
3. Depois
Sonolenta e totalmente “grogue”, ela dormiu por muito tempo; mais de seis horas talvez. Quando tentava se levantar, caia pros lados, trançava as pernas, perdia totalmente o equilíbrio. Passado o efeito da anestesia, foi só o tempo da tricolor se adaptar ao curativo (gatos detestam qualquer coisa que dificulte sua mobilidade).
Os pontos ficarão por cerca de 10 dias. Os curativos, trocados ao menos duas vezes neste período.
Medicação
Remédio de ação bactericida, indicado para dar a cada 24 horas. Os miligramas dependerão do tamanho e peso do animal.
Comprimido X boa vontade do animal 
Uma dica ultra valiosa dada pela Dra. Célia para conseguir fazer com que a Cherrie tomasse o comprimido bactericida foi a seguinte:
apertando levemente as bochechas do animal, coloque o comprimido no final de sua língua e dê uma leve assopradinha no focinho dele. Com o susto, a deglutição será feita sem que nem ele mesmo perceba.
Referência: gatomania.com.br.
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