Companheirismo

Neste último feriado, viajei para Varginha (MG) com as minhas duas crias.

Quem conhece, sabe que a estrada que nos leva de São Paulo a Minas Gerais (Fernão Dias), é cheia de curvas. Os que não estão muito acostumado a viajar, acabam passando mal com enjoos e vômitos. Pois bem, este é o caso da Cherrie (a filha primogênita).

Já não é a primeira vez que isso acontece com ela. Também em outras viagens, a pobrezinha passou muito mal e acabou vomitando no carro do meu pai. A diferença é que, dessa vez, ela tinha uma nova companheira pra cuidar dela.

A prova de um carinho imenso.

No meio da estrada, de barriguinha cheia (um grave erro meu porque esqueci dos enjoos e acabei alimentando a bichana antes de sair de casa), ela vomitou muito e acabou ficando amuadinha, no canto do banco traseiro do carro.

Foi então que me veio a surpresa; sem hesitar, a Nina – que estava muito bem, sem nenhuma vertigem –  deitou-se em cima da Cherrie para prestar-lhe os cuidados tão necessários naquele momento. Ela lambeu suas orelhinhas e sua barriga, com um cuidado e carinho de quem diz “não se preocupe, estou aqui pra cuidar de você”.

A pequena, que normalmente é cuidada pela outra, inverteu os papéis e acolheu a mais velha.

Exemplo, não?

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