Antes e depois – Batata

“O Batata foi o único sobrevivente de uma ninhada abandonada no lixo, em setembro desse ano. Resgatado pela ONG Bem Estar, estava bem fragilizado, com muitos piolhos e feridas, como dá pra ver na foto.

O recolhemos um dia após encontrado. Miudinho e fofo, achamos que ele ia ficar pequeno
. Durante um mês e meio passou por uma crise de identidade sendo chamado pelos mais inimagináveis nomes. De Casquinha a Pudim. Como ele foi resgatado por uma família bem noveleira, optamos por Batata, por ter vindo do lixo e ser lindo, assim como o Cauã Reymond criança na Avenida Brasil! Hahaha.
Com exatos 2 meses e 7 kg a mais, ele está como na foto atual, e agora sabemos que de porte pequeno ele não tem nada. Está gigante, arteiro, mas continua fofo, lindo e tem tanto amor que estamos até em busca de uma casa maior para que ele tenha todo o conforto e espaço que merece. ” – Letícia.
Batata - antes

Batata – antes

 

Batata - depois

Batata – depois

 

Antes e depois – Leléco

“Em junho deste ano percebi que havia um cãozinho perambulando pelas ruas aqui perto de casa, muito magro e com as bochechas em carne viva de tanta sarna. Mas, segui meu caminho sem olhar para trás.

Dois dias depois, debaixo de muita chuva, lá estava ele, encolhido num beco da rua… Desta vez, ao olhar aquele ser tão triste e apavorado não tive dúvida: parei e o coloquei dentro do carro, levando-o para casa, mesmo sabendo que ia criar “problemas” com minha mãe, que mora comigo.

Levei ao veterinário e dei todos os cuidados de que precisava. Seu nome é Leléco, hoje faz parte da família e, embora tenha sequelas psicológicas do tempo que passou nas ruas, posso dizer que é o cachorro mais alegre que já tive; brinca e corre o dia todo e a felicidade que vejo estampada naqueles olhinhos me faz a pessoa mais feliz do mundo!” – Adriana.

 

Leléco - antes

Leléco – antes

 

Leléco - depois

Leléco – depois

 

240 mil cães estão abandonados

A falta de castração, o desconhecimento sobre o animal e a compra ou adoção por impulso são as principais causas de abandono de cães e gatos na cidade de São Paulo, segundo ONGs e especialistas ligados ao assunto. É o que mostra a segunda reportagem da série Bichos em Risco, publicada desde quarta-feira pelo Jornal da Tarde para discutir a situação dos animais domésticos na capital.

Cruzando-se estimativas de órgãos de proteção internacional e o último censo feito pela Prefeitura, em 2008, a capital teria  240 mil cachorros  nas ruas: um risco não só a eles, carentes de cuidados, mas à população, exposta a doenças transmitidas pelos bichos.

* Matéria escrita porFelipe Tau e Tiago Dantas, publicada no Jornal da Tarde no último dia 19.

A sutil diferença entre cães e gatos


As diferenças de temperamento entre gatos e cahorros têm a ver com seus   antecessores.

O gato doméstico tem como antecessor o gato selvagem africano, um caçador solitário. Já o cachorro, descende do lobo, que sai para caçar em bando, um modo mais simples e menos arriscado de realizar tal prática.

Exatamente porque caçar sozinho é mais arriscado, o gato precisou desenvolver rapidez, agilidade, silêncio e toda a flexibilidade que suas estruturas óssea e muscular apresentam atualmente.


Referência: livro Gatos, editora Ediouro, 2006.

Porque adotar é muito bom

Moro sozinha há 5 anos. Sempre gostei de animais, mas pensava que ter um em casa poderia me privar de certas coisas que faço sempre, como viajar, receber amigos, ou coisas do tipo.

Pensava não só em mim, mas em como isso poderia prejudicar o bichinho que viesse me fazer companhia.

Até que um dia, em Sorocaba, sonhei que ganhava um gato. Acordei mexida, pensando até em comprar um, colocando o entusiamo com o sonho acima de qualquer preocupação pensada anteriormente.

No mesmo dia, ainda pela manhã, Leandro, um amigo meu e do meu namorado, olhou pra mim em sua casa e perguntou: “Má, você quer uma gatinha?”. Por alguns instantes achei que os dois estivessem de brincadeira comigo, já que eu tinha contado alguns minutos antes para o meu namorado todo aquele sonho tão realista.

Mas não, era verdade; nosso amigo tinha encontrado, em meio ao entulho, dois dias antes daquele, uma filhotinha de gato muito doentinha, mas cheia de vontade de viver.

Tricolor, de olhos bem verdes e uma esperteza de quem veio da rua e aprendeu bem como se cuidar sozinha.

Nada me parecia mais sensato e certo do que aceitar aquela proposta. No dia seguinte, vim com ela para São Paulo dentro de uma caixa de sapatos, totalmente clandestina, em um ônibus da Viação Cometa.

Logo a levei a uma veterinária, Dra. Célia. Com um pouco mais de um mês, a Cherrie (nome da primogênita), foi diagnosticada com pulgas, conjuntivite grave, vermes na barriga e uma leve fragilidade nos ossos, por conta da falta de cálcio no organismo.

Aos poucos, fui tratando dela com remédios, comida, leite e muito carinho. Em pouco tempo, aquela gatinha que mal fazia os ponteiros da balança mexerem ganhou peso, pêlos macios, brilhantes e uma energia de coelhinho da Duracel.

Quatro meses depois, preocupada em deixá-la sozinha (ainda por conta das viagens constantes que faço aos finais de semana), resolvi adotar uma nova cria. Foi então que a Nina chegou.

Branquinha, linda, de olhos tão azuis que quase chegam a ser transparentes; a casa então ficou ainda mais alegre, bonita e cheia de vida.

Essa veio por adoção, da casa de uma moça que hoje considero amiga e admiro muito, tamanho o amor que ela sente pelos animais. Evidente que a branquinha me deu muito menos trabalho, já que Sola, a “avó” da Nina, cuidava muito bem dela em sua casa.

Hoje, Cherrie e Nina são meus grandes amores. E, as duas, juntas, também são um amor só.

Toda essa história pra dizer que facilmente, encontramos animais perdidos pelas ruas, ou em feiras de adoção. Então, acredito que isso anule – ou pelo menos deveria anular – a necessidade de comprar animais.

Opte pela adoção no lugar da compra, e convença seus amigos do mesmo. Essas criaturas precisam da gente, e nós ainda mais deles.

Cherrie

Nina