Antes e depois – Lila

“Passeava perto de casa com meu cachorro quando encontrei uma cachorrinha preta, anoréxica e cambaleante num posto de gasolina desativado, no dia 03/07/2012, por volta das 11h30 da manhã.

Não pude ignorá-la e  chamei o taxicão para levá-la para o Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina e, indo pra lá, tinha que pensar num nome pra seu registro. Lila, é diminutivo de Leila, que significa “negra como a noite”. Cheguei lá, fizeram a triagem errada, não fui atendida na hora certa, perdemos a tarde toda, ela deixou de tomar soro pra se hidratar pois estava muito desidratada e desnutrida. Bati o pé e finalmente ela foi atendida, mas já não havia mais vaga para ela ficar internada. Detalhe: saí de lá a noite sem saber onde ela ficaria pois meu marido não me deixou levá-la pra casa.

Chamei o taxicão novamente e fui com ela pra uma clínica que tem plantão veterinário; eles não deixaram ela para o pernoite pela suspeita de cinomose (é justo), mas aí pedi água para dar a Lila e a clinica se negou a dar um pote de água a ela. Saí de lá chorando e um anjo chamado Ricardo apareceu, deu água e lar temporário para ela na empresa dele, do lado da clínica.

A Lila ficou lá por vinte dias e depois veio para uma semana de lar temporário, na casa da minha vizinha Juliana. Ela já tinha sido vacinada, medicada, fez exame e constatou-se que não tinha cinomose, pois o que ela tem é só uma sequela motora nas patas traseiras. No dia 29/07 ela foi adotada em uma feira de adoção que eu ajudo a promover pelo Facebook. Mas, no dia 26/10/11, ela foi devolvida e de brinde veio o Bidu, um filhote que ela amamentou depois de ter sido castrada.

Hoje ela está linda e com o pelo mais que lustroso, de lar temporário comigo e espero que ela seja adotada no dia 18/11/12, na nova edição da feira. INFELIZMENTE, meu marido não me deixa adotá-la” – Aline.

 

Lila - antes

Lila – antes

 

Lila - depois

Lila – depois

 

 

A Lady do Parque São Diogo

Lady

Com muito amor, respeito e dedicação é que os moradores do Parque São Diogo – vila da cidade de São Bernardo do Campo – cuidam da cadelinha Lady desde o ano de 2007.

A princípio, quem a encontrou abandonada na rua foi a Sra. Regina, moradora antiga do bairro. Em seguida, outros moradores – além da Dona Maria (proprietária da banca de jornais da Rua Margarida Gonçalves), donos e funcionários dos comércios que ficam próximos ao local onde a Lady vive hoje adotaram a mocinha.

“Pelo o que a veterinária avaliou, ela deve ter cerca de 11 ou 12 anos”, disse a dona da banca de jornais. “Aqui todos tratamos dela do jeito que podemos; a Regina e eu cuidamos da limpeza e alimentação; a Márcia, vizinha aqui em frente, oferece a garagem para que ela durma; tem também outra moradora da rua que a leva ao veterinário de carro em casos mais urgentes”, afirma Maria.

Quando é necessário comprar remédios mais caros para a cadelinha, Dona Maria também recolhe uma “vaquinha” pela vizinhança. “Cada um ajuda com o que pode”.

Embora tenha problemas de bexiga solta, esteja surda e tenha passado por um derrame recentemente, hoje ela está muito bem. Muitas vezes quando saio de manhã, a encontro deitadinha na calçada, tomando um sol pra esquentar (exatamente como no momento dessas fotos do post, hoje cedo).

Além da Lady, outros cães já receberam ajuda desses moradores apaixonados por animais. “Outro dia cuidamos de um vira lata muito bonitinho que até já foi adotado. O dono do mercadinho o apelidou de Neymar por causa de seu pêlo arrepiado”, conta Maria.

É a Lady quem recebe e dá carinho aos moradores e visitantes do bairro

Iniciativa

Muitas vezes, damos de cara com os Centros de Zoonoses ou ONGS  totalmente ocupadas, sem espaço para novos cães ou gatos. Por isso, iniciativas como essa do pessoal do Parque São Diogo servem como exemplo. Imagine se cada bairro ajudasse dois ou mais animais abandonados, com comida, um cantinho pra dormir, cuidados médicos e muito amor? Fica aí o exemplo!

Adoção

Parece que um novo labrador anda pelas redondezas do Parque São Diogo e também está sob os cuidados destes moradores. Vou fotografá-lo e postar sua imagem aqui. Quem sabe alguém não se encanta e leva ele pra casa?