Antes e depois – Leléco

“Em junho deste ano percebi que havia um cãozinho perambulando pelas ruas aqui perto de casa, muito magro e com as bochechas em carne viva de tanta sarna. Mas, segui meu caminho sem olhar para trás.

Dois dias depois, debaixo de muita chuva, lá estava ele, encolhido num beco da rua… Desta vez, ao olhar aquele ser tão triste e apavorado não tive dúvida: parei e o coloquei dentro do carro, levando-o para casa, mesmo sabendo que ia criar “problemas” com minha mãe, que mora comigo.

Levei ao veterinário e dei todos os cuidados de que precisava. Seu nome é Leléco, hoje faz parte da família e, embora tenha sequelas psicológicas do tempo que passou nas ruas, posso dizer que é o cachorro mais alegre que já tive; brinca e corre o dia todo e a felicidade que vejo estampada naqueles olhinhos me faz a pessoa mais feliz do mundo!” – Adriana.

 

Leléco - antes

Leléco – antes

 

Leléco - depois

Leléco – depois

 

“Antes e depois” – Lara

“Minha cachorra eu resgatei ela de uma vizinha, na qual a cadela pariu na chuva e no barro. Um belo dia vi o filho da vizinha pegar os filhotes e jogar para o alto e deixá-los cair no chão, os filhotes choravam muito, isso quando o menino não pegava uma garrafa pet e batia nos filhotes. Me indignei com a cena e peguei a minha filhotinha, a Lara; hoje ela é linda e saudável. Só não tenho fotos dela assim que a peguei porque quis logo cuidar, ela estava bem feia tadinha”. – Gisele Bispo de Oliveira.

Lara – antes

 

Lara – depois

“Antes e depois” – Milú

“A minha história aconteceu há apenas alguns meses.

Eu e minha namorada estávamos num ponto de ônibus, a caminho de um show, quando percebemos um acompanhante nada comportado. De pelagem amarela, nosso novo amigo estava metendo o nariz no mato ( coisa que ele gosta de fazer até hoje), e a sua barbinha de Raul Seixas ficou toda cheia de carrapicho.

 Minha namorada disse : “ vamos ficar com ele?”. Concordei, mas não achei que fosse ser tão fácil assim: ele foi nos seguindo até minha casa e entrou sem pedir licença. Magro e sujo, dava pra perceber que não comia algo decente há um bom tempo. Não é à toa que nem fez cerimônia para o pãozinho com carne moída improvisado na hora.

O veterinário constatava o porquê da magreza: anemia, causada pelos carrapatos, além de falta de cálcio. Nada que não pudesse ser cuidado em algumas semanas.

Hoje, há 2 meses na família, o Milu já se sente em casa: come ração e o que rolar pela frente, sem frescura. Nos passeios , mais me leva pra passear do que o contrário. Tão bagunceiro que às vezes até acaba se machucando sozinho.

E eu, que pensava deixá-lo só um tempo em casa até achar uma pessoa responsável que o adotasse,  não tenho nem como imaginar minha família sem essa fanfarrice toda, que só o Milu é capaz de fazer”. – Wesley

 

Milú – antes

 

Milú – depois

 

“Antes e depois” – Wendy

“Esta é Wendy, uma cadelinha muito fofa, pititica, que foi resgatada na noite – quase madrugada – do dia da morte do Michael Jackson (26/07/2009). Estávamos voltando do cinema e meu marido viu uma bolinha branca se arrastando, rodando no meio da pista.  Paramos, colocamos o bichinho em uma caixinha e levamos à clinica veterinária que levávamos nosso outro cãozinho, o Fred.

A plantonista, então, disse que a Bebéia deveria ser sacrificada pois estava com cinomose. Não concordei com o diagnóstico, e como ela disse que não poderia interná-la sem uma confirmação de ter ou não cinomose, me mandou deixá-la na praça em frente a clínica. Peguei com o ajudante da clínica uma caixa de papelão maior, alguns trapos, um pote para água e 1 kg de amostra grátis de Proplan Filhote para “deixá-la na praça”. E fomos atrás de um hospital veterinário 24 horas.

Chegando na outra clínica, uma veterinária mais experiente e sensata nos atendeu e disse que os tremores eram porque ela estava em choque. Não descartou completamente nenhuma doença até que os exames fossem feitos, mas já começou o tratamento dela com Frontline e Capstar (ela tinha pulgas que pareciam formigas), vitaminas e antibióticos.

Por fim, ela ficou uma semana internada, fez todos os exames necessários e a primeira foto (abaixo) é depois dessa semana, quando ela veio para casa conosco. Não sabemos o que aconteceu direito, se foi atropelada, espancada, ou ambos, mas o que fizeram deixou minha Wendy com sequelas neurológicas. É uma Bebéia especial, mas das quatro que tenho, é a mais brava e a mais doce.

Gastamos muito dinheiro com internamento, exames e remédios, mas depois de tê-la em casa, muitas noites mal dormidas, dando medicamentos e carinho, o resultado, após 3 meses, é o que se vê na foto do depois. Não nos arrependemos nem um segundo desse resgate e adoção, tanto que as outras também foram resgatadas e adotadas por nós. ADOTAR É TUDO DE BOM!” – Renata.

Antes e depois – Wendy

 

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“Antes e depois” – Tonhão

Minha história de “Antes e depois”

“Antes e depois” – Tonhão

“O Tonhão foi resgatado de dentro de um córrego na Zona Norte de SP em outubro de 2006. Certamente não caiu lá, pois seria impossível. Acreditamos ter sido descartado por se tratar de animal já muito velho.

Os bombeiros iam levá-lo para o CCZ/SP para ‘ficar em observação’, mas, como desconfiamos que ele seria sacrificado imediatamente, assumimos a guarda para cuidar com amor e dar a ele uma vida digna. Não foi fácil, pois ele era meio temperamental e estava bastante debilitado. Mas, por incrível que pareça, a doença maior além da sarna era falta der amor e fome. Muita fome.

Com o tempo ele foi se recuperando e se transformou nesse anjo lindo que nos deu alegria por quatro anos, antes de virar estrelinha. Ele se recuperou, se tornou nosso amigo fiel e cheio de gratidão.Era um animal magnífico que encheu de alegria nossos corações. Deu muito de si para mim e para a minha família. Fez muito por nós. Foi um anjo que partiu e deixou saudades”. – Nina

Antes e depois – Tonhão

A crueldade que ninguém vê

O lado sombrio das fazendas e laboratórios

 

Morte lenta e violenta 

A vitela é a carne de um bezerro anêmico que passa seus cinco meses de vida em um cercado minúsculo, impedido de se mover, para a carne ficar macia.

Vitela

Pesadelo sem fim

Galinhas poedeiras vivem espremidas sob luz quase ininterrupta para que comam e botem ovos sem parar. Seus bicos são cortados para evitar canibalismo.

Galinha poedeira

Nascidos para morrer

Para obter ratos sem contaminação, os cientistas retiram o útero de uma rata em final de gestação e extraem as cobaias.

Ratos

Mortos pela embalagem

Bichos com pele valiosa não dão cria em cativeiro e são caçados. Passam dias com a pata dilacerada, presa em armadilhas.

Raposa

Envenenamento lento

Para testar a toxicidade de um produto de limpeza, cosméticos e medicamentos, seis a nove animais são forçados a ingerir doses crescentes da substância, por até 15 dias, até que metade morra. Os sobreviventes são mortos para estudo.

Testes em laboratório

 

Ácido no olho

Alguns produtos também são testados em tecidos sensíveis. Nesse caso, pinga-se a substância nos olhos de coelhos. Em alguns casos, a
córnea vira uma pasta.

Ácido nos olhos

Foie gras

Três vezes por dia, durante 20 dias, um tubo é enfiado no pescoço do ganso e por ali bombeia-se um quilo de milho e banha. Depois, um anel evita que ele regurgite. Seu fígado adoece. É com ele que se faz o patê de foie gras.

Patê de foie gras

Fonte: Superinteressante

Minha história de “Antes e Depois”

Novembro, 2011. Um amigo, na volta do serviço, resolveu tentar buscar em meio ao entulho a origem do que ele julgou serem “miados de socorro”. Encontrou, então, uma pequena e frágil gatinha com cerca de um mês de vida, muito doente, mas cheia de vontade de viver. Tricolor, de olhos bem verdes e uma esperteza de quem veio da rua e aprendeu bem a como se cuidar sozinha, foi diagnosticada com pulgas, conjuntivite grave, vermes e uma leve fragilidade nos ossos. Aos poucos, foi tratada com remédios, comida, leite e muito carinho. Em pouco tempo, aquela gatinha que mal fazia os ponteiros da balança mexerem ganhou peso, pelos macios, brilhantes e uma energia de coelhinho da Duracel. Se eu salvei a vida dela? Talvez. Mas, certamente, ela salvou a minha.

Facilmente encontramos animais perdidos pelas ruas ou em feiras de adoção. Então, acredito que isso anule – ou pelo menos deveria anular – a necessidade de comprar animais. Por isso eu digo: opte sempre pela adoção no lugar da compra, e convença seus amigos do mesmo. Essas criaturas precisam da gente, e nós ainda mais deles.

Cherrie: antes e depois