Achou? Adotou? Então assuma a responsabilidade!

Todos os cães se acostumam a novos lares, desde que bem tratados

O sentimento de encontrar e cuidar de um animal perdido é realmente muito bom, além de ser nobre. No momento, tudo parece maravilhoso porque, afinal de contas, você está salvando uma vida e, além do mais, vai ter um bichinho em casa pra fazer cafuné e brincar a hora que quiser.

Porém, passada a euforia do momento da adoção, percebe-se então que nem tudo será um mar de rosas. Logo, você poderá descobrir em seu novo amigo uma doença grave ou chata de tratar, assim como pequenos probleminhas com pulgas, carrapatos, infecções, ou um comportamento agitado e desobediente no animal.

Então, algumas pessoas que na verdade não estavam preparadas para estes problemas, resolvem descartar o animal como se fosse lixo.

Pois então, preste atenção: cuidar de uma vida não é brincadeira. É preciso ter responsabilidade e cumprir com uma série de atividades diárias para o conforto e bem estar do pet. Antes de cuidar de um animal, atente-se às obrigações que terá com seu novo amigo:

1. Alimentação: cães e gatos precisam se alimentar de 3 a 4 vezes por dia, com comida fresca e de qualidade. A água também deve estar sempre limpinha, assim como as tigelinhas onde eles costumam comer/beber. Cuide da higiene dos utensílios diariamente para evitar doenças.

2. Saúde: ao adotar/comprar, é preciso levá-lo ao veterinário para aplicar suas vacinas, vermifugá-lo e castrá-lo. Neste momento você provavelmente terá que desembolsar um bom dinheiro, mas feita a manutenção da saúde do animal desde o início, posteriormente tudo fica mais fácil e a saúde dele, é claro, agradece.

3. Exercícios físicos: como falamos no post anterior, deixar seu cãozinho trancado em casa o dia todo vai ajudar a estressá-lo por conta do acúmulo de energia e, assim, ele poderá acabar destruindo suas coisas além de ficar muito ansioso. Para deixá-lo mais relaxado enquanto ele espera que você volte para casa, faça um bom passeio com corrida pela manhã antes de sair para trabalhar; alimente-o bem e deixe-o descansando o dia todo. Ao chegar, leve-o mais uma vez para um passeio e assim, garanta em casa um cachorro tranquilo, forte e saudável.

4. Bem estar: certifique-se sempre de que seu pet está bem. Faça exercícios com ele, ofereça carinho  em momentos em que ele estiver mais tranquilo, aqueça-o quando estiver frio, refresque-o em dias mais quentes.

5. Cães perdidos: somos responsáveis pelo bem estar e sobrevivência dos nossos cachorros. “Quando um cão foge de casa, 90% das vezes é culpa do dono. Um quintal bem fechado, um portão com tranca fazem parte do que chamamos de posse responsável. Além disso cães machos tendem a fugir para marcar território, então eu recomendo castrá-los com cerca de 10 meses de idade para inibir esse comportamento” (Fonte: http://www.cachorroperdido.com.br)

Muitas pessoas costumam me dizer que não acolhem cães de rua porque temem fazê-los sofrer com a solidão em casa, porque trabalham ou passam grande parte do dia fora. Eu já digo o seguinte: prefiro um cachorro em casa, sozinho durante o dia (desde que faça ao menos uma caminhadinha pela manhã e à noite, o que amenizará sua ansiedade)  do que nas ruas, correndo risco de contrair doenças graves, maus tratos ou atropelamento.

Acredite: se você tem consciência do que é posse responsável e tem a oportunidade de acolher um animal de rua, o faça. Não podemos depender apenas do poder público e das Ongs, que já estão com suas casas cheias. Se cada um de nós puder estender a mão a estes pequenos animais aflitos, faremos bem não só a eles, como também – e principalmente – a nós.

Cena do filme “Sempre ao seu lado”

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Ansiedade e momentos de separação

Atualmente, é comum verificarmos donos de cães que não têm tempo para levá-los para  passear quantos vezes gostariam de fazê-lo por dia, porque é preciso sair para trabalhar.

Daí então, fica o peso na consciência: “Vou deixar meu melhor amigo aqui, sozinho, o dia todo, sem nem ao menos dar uma voltinha à tarde?”

A falta de atividade física e toda a energia frustrada que você demonstra para o seu cãozinho pode gerar uma grande carga de ansiedade no animal.

A ansiedade pode causar aquele tipo de reação em momentos de separação, com choramingos, lamúrias e uivos. É normal que o cão tema de se separar de você. É natural, instintivo que ele se sinta triste ou se preocupe com a separação da matilha, mesmo que ela seja formada apenas por você e ele.

O que não é natural para um cão é ficar preso o dia todo em casa ou no apartamento, sem nada pra fazer. Ele não pode ler um livro ou fazer palavras cruzadas. A energia dele não tem pra onde ir quando você se ausenta. Não é a toa que muitos cães sentem ansiedade pela separação – e terminam com energia acumulada, extravasando-a quando os donos chegam da rua.

Nesses momentos é que você volta pra casa e encontra seu par favorito de chinelos todo mordido. Ele come os chinelos não por ter ficado bravo por ficar sozinho, mas por ter muita energia acumulada. Primeiro, ele sente seu cheiro nas peças de roupa. Depois, ao reagir à lembrança, ele fica agitado. Por não ter meios de extravasar toda essa energia e ansiedade, ele ataca os pobres chinelos.

Importante: não humanize seus cães. Use psicologia canina, e não humana para interpretar suas atitudes. Cães, instintivamente, precisam gastar energia. Faça isso e tenha um cão tranquilo e saudável, com energia calma dentro de casa.

 

Orientações para deixar seu cão sozinho em casa sem culpa

Leve seu cachorro para uma longa caminhada, para uma corrida ou mesmo para um passeio de patins logo pela manhã; isso faz bem para a saúde dos seres humanos também. Se não puder fazer isso, permita que o cão use a esteira enquanto você toma café ou se arruma.

Deixe-o cansado, de barriga cheia e precisando de um bom descanso. A mente dele estará calma e submissa, e fará muito mais sentido para ele ficar quieto pelo resto do dia. Também diminuirão as chances de ter um cão hiperativo recebendo-o na porta, quando você chegar.

Outro conselho: não faça alarde quando chegar ou sair de casa. Se você deixar transparecer agitação sem pre que chegar e sair, isso apenas alimentará a mente de um cão ansioso.

 

Comer, comer!

Ao evitar a agitação durante sua saída ou chegada em casa, o cãozinho ainda evitará ficar tanto tempo sem comer, como acontece em muitos casos quando os donos estão fora de casa. Muitas vezes eles associam o ato de comer com o momento alegre da chegada do dono, e só assim se alimentam. Evitando fazer destes momentos grandes eventos, ele irá desvincular uma ação da outra.

 

Referência: livro O Encantador de cães. Autor: Cesar Millan.

Procura-se um amigo para o fim do mundo

Filme já em cartaz nos cinemas brasileiros.

“Um meteoro está em rota de colisão com a Terra, e a última missão humana enviada para desviá-lo falha em sua tentativa. Não há mais saída: em três semanas, o mundo vai acabar. Algumas pessoas aproveitam os últimos dias de vida para beberem e fazerem sexo sem compromisso; outras se rebelam pelas ruas e começam a destruir os carros e os comércios. Além delas, existe Dodge (Steve Carell), corretor solitário que acaba de ser abandonado pela esposa, e Penny (Keira Knightley), sua vizinha triste, que nunca teve um namoro satisfatório. Juntos, eles decidem percorrer o país para reencontrarem suas famílias e seus amores de juventude antes que seja tarde demais.” – Adoro Cinema.

Para completar o elenco cheio de estrelas, o cãozinho Aleister faz o papel de um fiel escudeiro que acompanha o dono às vésperas do fim do mundo. Aleister tem 5 anos e foi recolhido de um abrigo para animais na Califórnia. O nome de seu personagem na trama é Sorry.

Ficou curioso? Confira o trailer do filme que foi lançado em 24 de agosto.